sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Objetividade
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Quero esclarecer
Quero esclarecer que não vivo no mundo da lua, eu trago a lua para viver no meu mundo. Brilho quando ela esta cheia de alegria, ela mingua quando estou triste. Crescemos juntos para o céu sorrir e nos renovamos em cada novo amor. Quero esclarecer que sou um diamante, lapidado pelas minhas experiências, pelos meus conhecimentos, meus discos, minhas mãos. Quero esclarecer que não sou uma estrela, não suportaria ter brilho próprio e ter que brigar no céu por um pequeno espaço em suas retinas. Quero esclarecer que sou apenas um homem, querendo ser super, mas que no fundo é apenas um menino em busca de carinhosexta-feira, 1 de agosto de 2008
Para citar alguns amigos
domingo, 27 de julho de 2008
O uso da bicicleta

Criança vendo o protesto em rua do centro de Madri; ciclistas reclamam por mais direitos a usuários de bicicletas na capital espanhola e também contra o uso de carro (Foto: Susana Vera/Reuters
Pessoas e lugares
De volta ao sertão, com o coração em uma mão e na outra meu cachimbo. As férias foram ótimas. Vivi bastante na terra do rio preto. Conheci pessoas interessantes, revi outras tantas e apreciei muita música boa. Foi desde eletrônica alternativa à MPB clássica, passando pelos insuperáveis Rock In’ Roll e Samba. Agora estou cá, ouvindo meu Vinil do Gonzaguinha e aguardando o arroz com sertanejo que rondam os pratos da humilde e lutadora população jalesense. Sempre fui da opinião de que não existem lugares, existem pessoas. Gosto muito de pessoas que revi e conheci aqui, também tive experiências interessantes, mas tenho que admitir, o lugar ajuda. Não dá pra sempre ser humanista. Ou o homem realmente será a medida de tudo que existe? Afinal, existem os lugares em que os homens se sociabilizam e suas vidas são construídas nos lugares.
Acho que Sartre contribuiu para estas reflexões. Já estava cansado do livro, mas finalmente chegou em um momento interessante. Roquentim, o personagem principal, irá encontrar Anny, um antigo caso. Fazia tempo que estava esperando por este encontro, desde o início ele comentou sobre ela. Vamos ver como será, o desfecho esta chegando. O envolvente do livro é que durante a narração ele coloca várias questões existencialistas, fazendo com que o leitor também se questione sobre sua existência. Por isso a questão: o homem será realmente a medida de tudo que existe?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Enfim, chegou o fim
As luzes se apagam, alguns segundos de silêncio e a pergunta: acabou? Sim, acabou, agora é só bater as palmas. Alguns finais são evidentes, outros nem tantos, precisam de um empurrão e lá vem o primeiro a bater as palmas. Bater as palmas é algo estranho, é a união de suas mãos por milésimos de segundos. Digo isto, porque esses dias fiquei com as mãos unidas por alguns minutos e é interessantíssimo, você sente a energia do universo circular em seu corpo. Mas enfim, o FIT acabou e as palmas foram eternizadas naqueles poucos segundos após o final de cada peça. Ao todo assisti 15 espetáculos. A maioria já descrevi neste espaço, restaram apenas Homem Voa?, A rua é um rio e Congresso Internacional do Medo. Homem voa? da Cia. Catibrum Teatro de Boneco de Belo Horizonte-MG conta a história de Santos Dumont, nada a mais a acrescentar, tirando o fato de ser teatro de bonecos. A rua é um rio foi uma peça de rua que narra a história de dois personagens que representam categorias sociais antagônicas e que vivenciam uma situação de conflito de interesses, algo bem social e nada especial. 
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Eis que surge uma poesia
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Overdose de Teatro
o em um teatro, pelo menos não lembro de nenhum outro momento.
A noite foi a vez de Top! Top! Top!, novamente na rua e apresentada pela grupo Ivo 60 de São Paulo. Divertida, sarcástica, bem interpretada e elaborada a peça conta a aventura de um grupo de amigos que vão em busca de água e de uma vida melhor. No caminho encontram os tipos brasileiros mais Tops e a integração ao sul do país. Uma crítica à cultura sectarista e política brasileira de uma maneira divertida e inteligente. Novamente a participação das crianças é fenomenal. Tinha uma atriz interpretando um homem, no meio da peça ela faz uma troca e aparece de mulher, uma menina explica para amiga menor: "A lá, tá vendo, é mulher!". Outra participação foi em relação a personagem Grauna. No final a mesmo menina do comentário anterior se despede da atriz: "Tchau Tia Grauna!". Perfeito!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Diário Bifinho/FIT/2008
Continuamos com o diário Bifinho/FIT/2008. Hoje iremos contar sobre mais duas peças. A primeira é Aqueles dois. O problema foi o começo que lhe deu uma cadência emotiva inconsistente. Do meio pro final a textura, como dizem por aqui, melhorou um pouco. Depois veio a peça Asas, o conceito de teatro mais diferente que assisti até o momento da minha vida. Pra começar a peça foi na vertical, os três atores estavam pendurados por rapel em uma caixa d’água. A história era algo sobre o sonho de voar, mas a linguagem principal foi a dança, que pelo fato de ser na vertical possibilitou vários movimentos bem interessantes. Pena que as fotos foram pelo celular.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Segunda #3%
domingo, 13 de julho de 2008
Sábado cheio
Os dois atores eram bons, mas começaram enrolando o público com palhaçadas em excesso. A história, embora sendo considerada uma obra-prima da literatura de cordel, é bem simples e sem genialidade, ou seja, bobinha.
A noite foi a primeira peça dentro de um teatro mesmo: Anjo Malaquias. Esta foi interessante, embora de difícil entendimento em certos momentos e de sonolência em outros. Foi uma representação da vida e obra do “tradutor, cronista, poeta do cotidiano, alquimista das palavras” Mário
Quintana, este sim simples e genial. Repleta de reflexões sobre a vida, a morte, o amor, o tempo, a poesia, o cotidiano, o Brasil, o ser humano. Por exemplo, lembro-me de algumas passagens interessantes: “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”; “O que me impressiona, à vista de uma macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é esse pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro”; ou ainda quando encontraram em sua escrivaninha uma sugestão de epitáfio: “Eu não estou aqui”. Realmente é isso, Mário Quintana é encontrado em sua obra. Quem quiser conhecer mais entra aqui, tem muita coisa interessante.
Eis que chega o Não-lugar e as coisas mais bizarras do Festival. A primeira é a brota do vestido que absorve a água e vai mudando de cor lentamente. Também tinha a mulher do saco, isso mesmo uma mulher nua dentro de um saco. Ela ficava lá como quem não quer nada e de vez enquanto dava uma mexida e assustava alguém. No meio da festa começa um joguinho de futebol, nada muito empolgante, mas eis que a locutora coloca seu fartos seios em uma bandeja e começa: “Teta de nega 10 centavos”, Olha a teta de nega, 10 centavos”, “Por 10 centavos você pode pegar, beijar minha teta”. Com certeza foi a sensação da noite.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado
Ontem a peça foi O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado. Teatro de rua inteligente e envolvente. Narra a história de um herói-santo, Dom Quixote, que vive uma aventura em busca de sua amada Dulcinéia São Paulo, metaforicamente a cidade de São Paulo. Repleta de sons ao vivo e cores a peça faz um paralelo da visão esperançosa, e porque não dizer ingênua, do herói que se depara com a dura realidad
e de uma metrópole que trás em seu bojo as mazelas do desenvolvimento urbano. Aborda de forma crítica e lírica algumas questões sociais polêmicas, por exemplo, quando trata do sonho da casa própria é inserida a música Saudosa Maloca de Adoniram Barbosa, ou quando fala do futuro do país cita os meninas cheirando cola em tom do Lá Vem do Silvio Santos, ou ainda quando Dom Quixote encontra os moinhos de vento ao som O mundo é um moinho do Cartola, momento ímpar do espetáculo. No desfecho Dom Quixote envoca alguns traços de São Jorge, daí a referência ao Santo Guerreiro, e finaliza chamando o público a cirandar. Toda essa sonoridade e visualidade me fizeram sentir como uma criança do interior nordestino de outrora que fica admirado com a chegada do Circo no vilarejo, se é que me entendem?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Começou o FIT
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Caminhada
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Correios e a TV Tem
A TV Tem acaba de noticiar a paralisação dos funcionários dos Correios. Durante a notícia foi entrevistado um funcionário de Rio Preto e o Lúcio Ramos perguntou sobre a entrega das correspondências. Meio desconsertado e inseguro o funcionário respondeu que devido a ser uma paralisação nacional tudo ficaria parado. Logo após, Ramos comenta com indignação a sua preocupação com a população que ficará sem os serviços e resmunga sobre a paralisação, pois há pouco tempo os Correios parou. Primeiro: qual é o problema da população ficar sem os serviços dos Correios considerando que se trata de uma luta por direitos trabalhistas? Paralisou novamente, deve ter algum motivo para isso? No entanto, o Tem Notícias não buscou informações consistentes e usou a fragilidade da consciência do funcionário para difundir uma opinião conservadora com aparência crítica. Sobre a segunda questão os funcionários informam que a greve é devido as reivindicações passadas não serem atendidas e sobre a primeira é triste ver nossa imprensa formando opiniões conservadoras de forma tão espontânea.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
Tem coisa mais estranha?
Pensei que eu era Estranho, mas depois de ver Roberto Justus cantando no Jô acabo de mudar de idéia. Até confesso que o Cara é boa pinta, bom de negócio, de arrumar mulher bonita, mas definitivamente cantor ele apelou. Mesmo com a super banda que provavelmente conseguiu depois de despedir muita gente: ele não é cantor! Mas o que leva uma pessoa bem sucedida a fazer isso? Tenho três hipóteses. A primeira é que se trata de um sonho de infância não realizado devido a busca intensa de dinheiro, que após conseguir condições financeiras resolve realizá-lo sem se importar com o senso de ridículo. A segunda é que esta sofrendo do “medo da felicidade”, que psicanaliticamente falando é a criação de situações que nos levam a auto-destruição. A terceira, e mais provável, é O CARA PIRO DE VEZ! sexta-feira, 27 de junho de 2008
Ju, a violeta
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bem-Vindos











